Do jeito que a gente gosta


Podia ter sido no beijo quente naquela noite fria. Podia ter sido nos arranhões nas costas enquanto nos encontrávamos dentro do beijo. Podia ter sido no abraço que fazia nos encaixar em coração. Podia ter sido no sexo no banco de trás do carro. Podia ter sido na música que ela deixou tocar enquanto trocávamos olhares e beijos e abraços fazendo um convite para o nosso show. Podia ter sido em tantas coisas, mas foi no cafuné que ela me ganhou. As estrelas que brilhavam no céu naquela noite era o nosso público: nos assistiam sem piscar os olhos. A lua era o nosso diretor: só observava, calmamente, cada detalhe e cada gesto que fazíamos. O carro era o nosso palco. O vento lá fora, a platéia. Ali, no aperto entre os bancos, na música de fundo, na saudade e vontade que sentíamos um do outro, era o nosso espetáculo. O vento lá fora era a nossa inspiração. O show foi lindo. Te juro. Eu fui tão eu. Ela foi tão ela. Que no fim, nos encontramos. Cada cena realizada ficou na lembrança, na memória, na gaveta do coração. E depois do show nos vimos intimamente. Eu adormeci naquele colo dentro de um cafuné macio e leve. Ela dormiu também. Foi a coisa mais bonita da vida. Acordamos querendo saber a hora. E era hora de ir embora, da despedida, do até logo. Um beijo e até mais. Eu adoro esse nosso show. Não tem dinheiro que compre. A gente paga em beijo bom, sexo fatal, abraço apertado e cafuné. Pois não temos hora e nem data marcada. Simplesmente acontece. E acontece do jeito que a gente quer, do jeito que a gente gosta.

 

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