Meu amor não dorme em casa


Eu me entreguei de corpo e alma. Me joguei mesmo, da forma mais verdadeira do mundo, nos braços daquele cara. Não foi preciso me cobrar e nem implorar para eu ir, pois eu tinha fome daquele homem e, na mesma hora que ele falou: ”Tô com saudade, vem me ver”. Eu não pensei duas vezes, peguei minhas coisas e fui. Fui ao que me esperava. Peguei uma roupa qualquer, não tão bonita, e me vesti. Peguei minha dignidade e coloquei no bolso da blusa. Peguei meu respeito e coloquei no fundo da bolsa. Peguei minha simplicidade e coloquei na palma da mão. Peguei todo o meu amor, coloquei em meu coração e fui completa e inteira igual todas as vezes, porque quando eu chegasse lá, ele iria ter a ”sua mulher” do jeito que quisesse. Entre tapas, beijos e arranhões, eu estava ali, toda menininha, mas o que eu queria mesmo era sentir-se Mulher, coisa que ele não fazia. E toda despedida era dolorosa. Eu esperando por algo a mais e ele me mandava embora dizendo que já estava tarde. Aí foi que notei o porque d’ele me fazer menininha todo esse tempo, pois eu era ”Mulherona” demais pra ele. Toda vez que eu chegava lá por completa e inteira, voltava sempre faltando algo. O problema de se entregar de bandeja é ir pra casa incompleta. Chega! Agora eu só me entrego pela metade, pra ver se alguém me completa.

 

Wagner Aramian

Um beijo e boa semana

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