Crescer é se foder sem vaselina


 

Chega uma fase na vida que você não sabe se tá ficando velho demais perdendo tempo dispensando alguns convites que anos atrás era irrecusáveis ou se tá ganhando tempo demais cuidando de si e amando a própria companhia. Hoje em dia prefiro viajar, ler meus livros no fundo do busão, ver uns filmes no fim da noite, ganhar um beijo estalado nas costas, um dengo demorado da vó, uma pizza com vinho na sexta à noite, amar a tarde toda num dia chuvoso de domingo. Tudo bem que não dispenso uma gelada num barzinho de esquina, uma boa música e violão. É que, ao passar do tempo, você começa a selecionar pessoas, lugares, festas e baladas, mas não é nem questão de ser marrento e metido, e sim, porque já não é mais a sua praia. É que, quanto mais o tempo passa, mais você vai ficando careta e evitando de ir em alguns lugares que antigamente frequentava e por fim acaba virando só saudade para algumas pessoas. Ficar adulto é ruim demais. Crescer é doloroso. E eu, nesta vida, cresci muito rápido. Tenho um amigo que vive me chamando de alienígena. E, às vezes, eu até concordo com ele, pois acho que sou de outro planeta em achar que cada dia que passa este mundo está ficando cada vez mais chato de viver, de crescer e de amar. Crescer é se foder sem vaselina.

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