Eu sempre falei sobre o amor porque sempre o quis sentir. E quem nunca na vida quis sentí-lo? Se amar é tão bom, imagine sentir ser amado? Nesta vida eu nunca quis migalhas e muito menos um amor tão pequeno. Eu vivo é de amores gigantes, daqueles que voam alto. Amores rasos não é minha praia. Odeio o que é raso, de água que nem chega aos joelhos. Ou eu pulo e mergulho até o fundo, ou fico na beira, sentado numa pedra, espiando o mundo por fora. Não consigo gostar de alguém mais ou menos. Eu não sei ser assim. Ou eu gosto muito de um dia pro outro, ou eu não gosto nada numa tarde pra outra. Eu não sei fingir meu sentimentos, amor ou paixão. Não sei enganar a pessoa ou o meu coração. Eu faço todas as minhas vontades mesmo que aqui dentro sangre de tanto levar porrada. Se eu falo uma coisa; eu cumpro. Nunca brinco de amar alguém só para distrair ou diversão, muito menos dou uma de anjo para no dia seguinte me esconder atrás da minha própria cara de pau. Não, isso não se faz. E hoje o meu dia se inicia aqui; às sete horas da manhã, sentado na minha escrivaninha mais secreta e no meu canto mais bonito. Ao lado de fotos antigas e livros empoeirados, flores e uma garrafa de vinho para a inspiração dos textos de hoje. E quieto, patético e sentado, observando vocês vivendo neste mundo absurdo e esperando por um simples convite de jantar, bom dia.

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