Destaque

Bom dia


Não sei se você sabe, mas os meus primeiros ”bom dia” sempre foram seus. Eu acordava e já te respondia nas pressas. Parecia uma obrigação, mas não era isso, e sim, o meu jeito de te cuidar à distância. Não tinha ninguém mais importante que você. Era só você e ponto. Às vezes até esquecia de responder alguém só por me distrair olhando pra’quelas fotos que você costumava trocar dizendo que tinha enjoado e eu bobo vivia elogiando: ”Mas nessa você tava tão linda, amor”. Não sei se você notava a rapidez de te responder, porque cada mensagem sua que chegava pra mim, era um sorriso no rosto e um susto no coração. Não sei explicar, sabe; mas quando eu gosto; sou assim mesmo; preocupado e todo atencioso. Nada me atrapalha, impede ou prejudica. Pra quem gosta não há desculpas e nem falta de tempo prá – pelo menos – mandar uma mensagenzinha perguntando se tá bem. Porque quem gosta, faz de tudo, principalmente, a ser mais presente. Óh, vou até te contar um segredo; eu não sei ser tão descarado assim; sem escrúpulos e desavergonhado, mas em todas as vezes que eu mandei: ”Dorme bem e se cuida” foi querendo dizer – do fundo do coração – dorme junto comigo hoje, amor, e cuida de mim também.

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Não baseie o seu relacionamento no instagra dos outros


Por que temos que selecionar alguns casais como modelo e molde de relacionamento perfeito e tentar segui-los?

Essas comparações são justas? Como comparar seu relacionamento, que você conhece por inteiro, com outro relacionamento que você nem arranha a superfície? Que você conhece apenas o que eles querem que você conheça?

Quase tudo que vem de fora é apenas uma amostra do que é real. É o que querem que você veja. E aí, tudo vai parecer perfeito, sem brigas e discussões, com surpresas constantes, com vídeos em câmera lenta com a trilha sonora da moda e legenda de instagram famoso.

Ao invés de olhar para fora do seu relacionamento, procure focar no que vem de dentro e no que você tem de real. Cultive bons hábitos e costumes pra que sua rotina encontre felicidade nas coisas simples e nas coisas únicas de vocês dois. Pequenos gestos de gentileza e carinho podem ser maiores que surpresas caras

A felicidade genuína de um casal não está à venda em nenhuma vitrine, está no balcão da morada de vocês dois esperando para ser tomado pelo melhor preço que um casal pode pagar: o compromisso.

Você não precisa esperar o relacionamento terminar para se valorizar.


Quem disse que o relacionamento precisa terminar para você poder se valorizar e se cuidar mais?

É comum ouvirmos dizer que terminar o namoro fez bem para tal pessoa, que ela ficou mais bonita, que está mais alegre, mais confiante e até mais radiante.

Porque você precisa esperar o namoro terminar para poder se cuidar mais? Para poder ousar e fazer um corte de cabelo diferente, entrar para a academia, fazer uma tatuagem nova e até se dedicar mais para tirar fotos?

Todo esse cuidado externo e dedicação com a aparência só mostra que você está se esforçando para se reorganizar internamente.
Por que então, não fazer manutenções constantes e deixar a casa sempre arrumada? Por que é preciso um estímulo externo para você começar algo bom e produtivo na sua vida?


Lembre-se que o seu exterior é apenas um reflexo do seu mundo interno.

Se você tem que escolher entre um dos dois, entre seu bem estar e seu namoro, isso significa que você precisa rever alguns conceitos próprios e repensar em que tipo de relacionamento você está.

Algumas rosas são deslumbrantes, mas por conta dos seus espinhos só é possível admira-las de longe. Não deixe que alguns espinhos impeçam os outros ou você mesmo de contemplar a sua beleza interna e externa mais de perto.

O fim do seu relacionamento não é o fim do livro.


O fim do seu relacionamento não é o fim do livro, é apenas o fim de uma das histórias de um capítulo da sua vida.
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As vezes ele acontece sem dar aviso prévio, outras vezes esse fim vem parcelado.
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Não sei dizer qual dói menos, se é que algum dói menos. Talvez seja igual tirar um band-aid, ou você sente arrancando de uma vez ou sente arrancando aos poucos.
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Muitas vezes ele vem te dando sinais ao longo do tempo, mas você ignora.
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Ignora a mensagem não respondida, ignora o final de semana que ele não fez questão de apertar o nó, ignora o aumento da distância e a diminuição atenção.

Se pudesse, escolheria o caminho mais fácil


Não teria gritado no útero da minha mãe. teria requerido voltar àquele lugar que era quente e manso. teria me entregado menos às situações mais banais que são a vida remoendo nos cantos. teria preferido não encontrar com você na saída do metrô. teria optado por me fazer de desentendido quando te vi correndo em direção a mim. fingir um desmaio. andar em meio à multidão que faz fila pra passar na catraca. teria evitado o toque da minha mão na sua coxa. teria evitado passear pelas ruas do centro da cidade (elas me doem tanto agora). teria evitado te olhar no buraco dos olhos permanentemente. teria me espreguiçado apenas sobre mim mesmo, quando na verdade me esparramei pela sua pele vulcânica e cheia de feridas. você estava machucado, eu também. a vida é dos que se encontram sem grandes pretensões. eu nunca escolhi os caminhos mais fáceis. e de repente você. se eu soubesse, como numa premonição, de toda a dor, eu teria evitado. a intimidade que lhe concedi porque achava que devia. teria evitado esbarrar com você pelas ruas que não foram nossas mas que agora presenciam a frieza que há entre mim e você. as ruas, os postes, os fios com seus geradores de energia, o concreto refeito muitas e muitas vezes, as lojas de conveniência, todos presenciam nosso encontro cheio de indiferença. eu teria evitado chorar na sua frente, mostrando humanidade. eu teria evitado desnudar minha alma alarmada pela ideia da permanência. mas eu nunca fui das sensações e presságios; ainda assim, segui em frente. eu poderia ter evitado sentir cada arrepio na ponta da espinha quando você dizia que precisava ir. eu poderia ter ido. evitado as guerras pelos espaços concedidos, pelo que estava na goela e saía abruptamente: eu teria evitado me ferir se tivesse expulsado você de dentro de mim. as grandes revoluções sempre existiram pra colocar em pauta a necessidade de se rebelar contra aquilo que era sistemático, rígido. eu teria voltado atrás e não teria sido uma delas. eu teria evitado ser afetado pela rebelião que você você foi pra mim. mas eu nunca evitei que a vida me atingisse feito um soco. que o amor me segurasse pelos braços e me obrigasse a aprender e eu aprendi tanto. por ter tentado demais, falado demais e ter me espremido dentro de uma caixa pequena e escura. a vida me exigiu maturidade pra seguir em frente mesmo sem saber ou entender por quê. eu teria evitado a dor de ver você indo embora antes mesmo de mim. porque quando eu fui, você só se conformou ao ato abaixando a cabeça e, passivamente, me entregando o aval de que tudo havia acabado. porque não previ o fim e mesmo assim insistia na dor cotidiana de estar ao seu lado, tentando inutilmente receber uma espécie de amor. porque eu não gritei quando vim ao mundo. porque você não gritou quando falei do fim. porque a vida não espera ninguém. você sempre esteve apressado.

Não quero ser como você, moça


 

 

Não consigo ser essa pessoa razoável que esquece o nome do outro já no dia seguinte, ou mesmo nem pergunta qual gosto tem viver se entregando às mais variadas formas de amor. não posso ser essa pessoa que esquece a cicatriz, o gosto do beijo, a fala ácida e os centímetros da mão quando ela circula no rosto uma vontade de permanecer. não quero ser como você. que veio na minha casa, me viu nu, transformou meus medos em paráfrases sobre resistir. e mesmo assim — tendo compartilhado o peso da intimidade — foi capaz de esquecer ou tornar a experiência uma ode à lembrança mais honesta sobre nós.

 

Não quero.

Há noites que te invento nos meus próprios sonhos


Te mando mensagem no fim da noite e te ligo no início do dia pra dormir feliz e começar o dia bem, mas nada disso preenche essa tal saudade, e no outro dia começa tudo de novo. Eu desejando que você venha de novo, mas nunca vem. E a saudade aperta. A vontade de você aumenta. O coração grita. E hoje, num simples dia, te escrevo. E assim, do nada, não mais que, numa tarde quase quebrando de tão clara, ao som de Chico Buarque, você chegou na minha saudade. De novo.

 

 

Não existe amor sem liberdade


Ser livre para amar e amar por ser livre. Se apenas uma única verdade pudesse ser escrita sobre o amor, essa seria a minha. Traduz toda a essência do meu pensamento. Apesar de poética, é bastante realista. Nunca em toda a história estivemos tão livres para amar. Obviamente, ainda distantes da perfeita igualdade entre todos os indivíduos. Da total ausência de julgamentos. Mas algo é inegável: evoluímos O amor como conhecemos hoje nasce com essa liberdade. Preservá-la é fundamental para o sentimento permaneça vivo. Enxergar o outro como ser totalmente livre e não uma extensão do meu eu. Reconhecer a sua independência e a beleza de poder me escolher entre tantas possibilidades. Mais ainda, aceitar se um dia deixar de ser a alma escolhida. Afinal, a liberdade do outro é p reflexo da minha vida. Sem ela, não existiria o amor. Inclusive na sua mais prazerosa forma: a recíproca.

Carta à Amiga


Garota, aquieta o facho. Não fique com inveja porque sua amiga tem o melhor namorado do mundo e você está ai solteira. Lembre-se: se você ainda não tem o amor, você ainda pode ter as estradas. Vai pela direita garota. Caminhe. Melhor sozinha do que mal acompanhada. Certo? Quando eu digo em aquietar o facho, eu digo pra você parar de se preocupar em procurar. Não é procurando que se acha. É não procurando que tudo se encontra. É descombinando que tudo se combina. Você sabe, não fique ai sofrendo por amor ou por carência no qual ninguém dá jeito. Isso é paia, é perdição menina. Tenha paciência, calma e força para cruzar esses dias cinzas. O amor é distração; ele pega a gente distraído, calmo, manso. O amor gosta de encontrar pessoas e não gosta de ser encontrado. Fica bem relax, tudo tem de acontecer, e só acontecerá quando for para acontecer. Não adianta insistir em algo que não dá certo. O que é nosso vem com força, se é mais ou menos não é pra ser. Olha vou te contar uma coisa muito minha, um segredo talvez: – Venho enfrentando estes dias numa corda bamba. Já quase caindo. Está sendo difícil, mas pra tudo tem um jeito. Depois que ela me deixou, chorei horrores menina. Mas isso acontecia sempre antes de dormir. À manhã, à tardezinha eu ficava tentando me distrair com coisas que eu não lembrasse dela, isso era bom. Porque lembrar de algo que se foi e não volta mais, dói. Foi uns três dias seguidos, toda vez antes de dormir, deitava-me na cama, pegava meu celular, colocava um fone de ouvido, aquela música que fazia lembrar-me dos dias que passei ao lado dela, entrava na pasta de fotos e olhava as nossas fotos juntos. Entrava nas mensagens, caixa-de-entrada, e tinha uma mensagem assim: ”Eu nunca vou te abandonar.” e chorava horrores. Parecia uma criança. Não sei porque chorei, mas precisava esvaziar. Não sei se chorei por ser burro de ter acreditado outra vez e ter dado errado ou se chorei por ter perdido ela. Acho que foi pelos dois. Acho que quando a gente chora, a gente ta se limpando por dentro e mandando essas coisas que nos machuca para fora de nós. E depois do choro, quase sempre, ficamos mais leve. Estes dias estou sentindo uma dor Feliz. Uma dor daquelas que eu pensei que não iria passar, que não iria superar, mas passou, superei. De todos esses dias que se passaram só guardei essas palavras no meu peito: Paciência, Força e Fé. Viu como são as coisas menina? Por isso te falo: Aquieta o facho. Sossega. A gente não pode se entregar de bandeja. Aparece uma pessoa qualquer e a gente começa a criar para nós mesmos coisas que não vão acontecer. A gente tem essa mania. (principalmente Eu) de uma pessoa qualquer chegar com palavras encantadoras e me ganhar duma forma tão fácil e ao decorrer dos dias eu ficar criando ilusões para mim mesmo e colocando fé e esperança naquilo que não sei se vai dar certo. Acho que esse é o meu defeito. De esperar demais das pessoas. Desejar coisas demais nas pessoas. Olha, eu tô de boa. Fica de boa também. Sem essa de procurar o amor. Você é nova garota, é linda, tem um sorriso encantador e não vale à pena se entregar à algo que não vale à pena. Hoje, não acredito mais no amor. Talvez seja por tantas decepções. Posso ficar pertinho de alguém, abraçar de vez em quando, sentir um pouquinho de saudade e ligar nos dias seguintes marcando encontros, gostar um pouquinho. Um pouquinho só. Mas amar não, amar nunca, amar não serve pra mim. Prefiro assim. Porque, amar é se apaixonar. E se apaixonar é perdição. Se apaixonar dói. Olha, ela partiu duma forma tão insuspeitável e me deixou todo desorientado, perdido e confuso. Levou embora meu sorriso. Me rasgou por dentro. Hoje se sorrio é por felicidade de ter saído dum poço no qual entrei e pensei que não tivesse mais saída. Foi trágico, foi difícil pacas, mas saí. E saí de cabeça erguida. Eu disse até que não iria mais dar sinal de vida, que não iria ligar, mandar Sms de manhã desejando: ”Bom dia princesa. Hoje está um dia lindo, como nós.” Ou de noite antes de dormir: ”Boa noite nenem, durma com Deus e sonha comigo.” Eu disse que não. Muitas vezes que não. Eu não teria coragem de ir atrás de algo que por vontade dela, foi desistido. Não mesmo. Depois de ter me abandonado, a unica coisa que eu deveria fazer é rezar e ficar em silêncio. Rezar pedindo proteção à Deus para que eu consiga ultrapassar esses dias, com ela ou sem ela. Eu decidi me afastar, parar de lembrar dela. Não ir atrás, não me preocupar mais. Porque, se ela não me procura, não vem atrás, é porque consegue viver bem. Se ela está bem, isso que importa. Nunca desejei mal à ninguém mesmo. Quando alguém fala mal de mim. Eu rezo, peço para Deus cuidar. Você sabe garota. Eu falei que ia te mandar uma Carta né? Mas não falei que quando escrevo, falo pra caralho. Isso é normal. Ainda mais quando estou triste. Tristeza é o combustível do escritor. Eu vou encerrar por aqui. Acordei de manhã só para te escrever. Preciso agora por minha roupa de viver e ir caminhar, sair pra rua, escutar uma boa música e me distrair bastante. Faz isso também. A distração e uma boa música é o melhor remédio.

É Tudo no Tempo de Deus


Acordei assim, decidido! Sabe quando você levanta da cama e já logo pensa: Chega! E começa a fazer perguntas para si mesmo do tipo: Pra quer ficar perdendo tempo com algo que não vai pra frente? Pra que ficar alimentando esse coração de ilusão? Pra quê? Eu sempre soube que, quando um não quer, dois não fazem. Ficar insistindo por um abraço, por um carinho e implorando pra pessoa ficar, é perca de tempo meu bem. Se ela te quer de verdade, ela fica, sem cobrança. Por livre e espontânea vontade. A gente precisa, de qualquer forma, jogar no ventilador algumas situações, para que elas se definam, negativa ou positivamente. Mas que tenham uma só posição. A nossa vida não vai depender só daquela pessoa. A gente tem que por na cabeça, que pra ser feliz, precisamos, primeiramente, nos amar. Amor próprio é o que falta hoje em dia. Já experimentou amar? Amar de um jeito certo, de um jeito verdadeiro, de um jeito simples. Amar é tão bom. Mas muitas pessoas tem um medo danado disso. Amar não dói menina. Amar é sorrir. Amar é ser feliz. Já que não está pronta para amar alguém, ame a vida. Ame o seu sorriso, ame o seu abraço, ame o seu coração. Amor próprio, é tudo. Muitas pessoas se desesperam para amar. Pois encontra uma pessoa qualquer hoje e já se entrega de bandeja. De corpo e alma. Mal sabe que está caindo numa cilada, ou então, até mesmo, numa boa. Por que, quando é pra ser verdadeiro, a gente percebe. Não haverá lugar para onde correr, para pular, para fugir. Por que, quando o coração quer, quando o coração fala mais alto. Já elvis. É buuuum. É flecha atirada, pois não volta mais. Se for bom, agradeça. Se for ruim, agradeça também, como experiência. O bom é quando Ele faz as escolhas certas. O amor, quando tem de acontecer, sabe nos encontrar. E quando tudo se encontra, é lindo. Nós percebemos quando será verdadeiro, apenas por um beijo. Um abraço. Um olhar. Há olhares sinceros, há abraços fortes, há beijos molhados, que nos encantam. E no outro dia, a gente acorda sorrindo e com vontade de repetir tudo aquilo novamente. Mas para concluir, nada na vida é eterno. Tudo, um dia, chega ao fim. Coisas boas ou coisas ruins, tem o dia certo de acabar. Tem namoros que são perfeitos pelo fato de não ter sido eterno… pois ficaram as boas lembranças, os sorrisos compartilhados, a saudade intensa… não da pessoa, mas de uma felicidade que se teve no momento. As pessoas passam por nossas vidas, e isso é lindo. Algumas deixam marcas, outras, passam despercebida. Algumas deixam aquela vontade de viver tudo aquilo de novo, outras, nem o número deixa. Despedidas fazem parte de reencontros, recomeços, novos amores, novos momentos… pessoas são passageiras, e mesmo que durem uma vida, um dia chegaram, um dia preencheram um espaço vazio que outra deixou. E no meio de tanta gente que não presta, sempre aparece alguém que vale à pena. Mas hoje eu acordei querendo abrir um zíper nas costas e sair de dentro de mim mesmo. Porque, dentro de mim, não era um bom lugar para estar. Sabia que esse dia iria chegar, e que tudo aquilo que eu sentia no momento, era só no momento e que não ia sentir mais. Sempre soube disso. E digo sempre: Se tudo aquilo que você sonhava com a pessoa não deu certo garota, relaxa. Não se desespere, não se mate por dentro e nem corte os pulsos. Recomece. Aprenda a não criar expectativas onde não tem nada, não adiante os passos. As coisas só dão certo para quem curte o momento. Porque os momentos são únicos. Há momentos magníficos e são raríssimos, saiba aproveita-los. Se o sonho que sonhava virou pesadelo, acorde, e sonhe tudo de novo, sonhe tudo outra vez, mas com outra pessoa. E sei que haverá muitas e outras oportunidades de ser feliz ao lado de alguém. E se acontecer de novo, prometo em dizer sempre na manhã de domingo: Não se vá meu amor! Pare, pense e fique. Quem sabe um dia qualquer, por descuido ou poesia você goste de ficar.

Quem sabe?


Quem sabe ano que vem, ou, semana que vem, apareça a pessoa que eu mais preciso. Tudo isso, dependendo de como vai estar o meu coração. Ou a vontade desta mulher.  E qual será o seu interesse. Será para sempre ou só coisa do momento? Não sei. Enquanto todas essas coisas não acontecem, eu sigo o meu ciclo de vida. Vou seguindo os meus dias, evoluindo-me, tornando-me um Homem melhor. Tentando, de qualquer forma, fazer com que as minhas qualidades exageradas e os meus defeitos obscuros, entram em perfeita harmonia. Tudo isso para que o dia que essa Mulher aparecer, eu possa amá-la, valorizá-la, do jeito que ela sempre mereceu, da forma que ela sempre buscou em um Homem, cujo não deu valor. E óbvio, fazer os meus dias, o sorriso dela. Então guardo todo o meu amor por dentro. Lá no fundo. É precioso. Pensar no amor que tenho faz com que eu tenha vontade de cuidar de mim mesmo, então é bom. Então eu cuido e preservo. Pois quero alguém para sempre, não para de vez em quando. E assim eu sigo: Felicíssimo. De pernas e ombro dolorido, mas o coração… Ah, o coração tranqüilo.

 

Do jeito que a gente gosta


Podia ter sido no beijo quente naquela noite fria. Podia ter sido nos arranhões nas costas enquanto nos encontrávamos dentro do beijo. Podia ter sido no abraço que fazia nos encaixar em coração. Podia ter sido no sexo no banco de trás do carro. Podia ter sido na música que ela deixou tocar enquanto trocávamos olhares e beijos e abraços fazendo um convite para o nosso show. Podia ter sido em tantas coisas, mas foi no cafuné que ela me ganhou. As estrelas que brilhavam no céu naquela noite era o nosso público: nos assistiam sem piscar os olhos. A lua era o nosso diretor: só observava, calmamente, cada detalhe e cada gesto que fazíamos. O carro era o nosso palco. O vento lá fora, a platéia. Ali, no aperto entre os bancos, na música de fundo, na saudade e vontade que sentíamos um do outro, era o nosso espetáculo. O vento lá fora era a nossa inspiração. O show foi lindo. Te juro. Eu fui tão eu. Ela foi tão ela. Que no fim, nos encontramos. Cada cena realizada ficou na lembrança, na memória, na gaveta do coração. E depois do show nos vimos intimamente. Eu adormeci naquele colo dentro de um cafuné macio e leve. Ela dormiu também. Foi a coisa mais bonita da vida. Acordamos querendo saber a hora. E era hora de ir embora, da despedida, do até logo. Um beijo e até mais. Eu adoro esse nosso show. Não tem dinheiro que compre. A gente paga em beijo bom, sexo fatal, abraço apertado e cafuné. Pois não temos hora e nem data marcada. Simplesmente acontece. E acontece do jeito que a gente quer, do jeito que a gente gosta.

 

Um pouco de mim


Há um tempo tento me descrever e não consigo. Descrever me cansa. Me descrever é difícil. Prefiro que alguém faça isso por mim. Tenho medo de falar sobre mim, talvez possa sair coisas desnecessárias e absurdas. Um dia me deparei na rua com uma leitora dos meus textos. Eu não sabia que ela existia, mas ela me conhecia muito bem. Por me acompanhar durante um tempo pelas redes sociais onde eu compartilho entrelinhas as minhas loucuras de amor, as minhas saudades intensas, os meus defeitos, os meus erros e os meus acertos. O meu romantismo, a minha carência, e o melhor de tudo, a minha sinceridade. Super simpatica, um sorriso estampado no rosto. Ao estar do meu lado, ela se sentiu feliz, alegre e engraçada. Aparentava ter uns 23 anos. Um mulherão. Ela me reconheceu e veio bater um papo comigo. Eu fiquei assustado, porque isso era novidade. Nunca tinha acontecido essas coisas. E simplesmente, com toda humildade que tenho, tratei super bem. Uma mulher de postura, sábias palavras, bom senso, segura de si. E ela começou a fazer um monte de perguntas, de onde eu era, o que eu fazia, do que eu gostava, do que eu esperava do futuro. E fui respondendo, e também fazendo algumas perguntas. E do nada surgiu uma pergunta interessante. Que ao responder, fiquei abismado.
Ela — Porque você escreve?
Eu — Vou te responder essa pergunta com uma outra pergunta. Porque você respira? E a resposta é… você respira para viver. Eu escrevo para sobreviver.
Ela soltou um sorriso no rosto e ficou em silêncio. E ali eu percebi o quão ela estava fascinada. Surpreendida. Depois de mais um tempo de conversa ela se despediu de mim, pois estava atrasada para o trabalho. Me encheu de elogios, me apoiou demais. E disse que se identifica com os meus textos. E isso eu achei incrível. É bom demais saber que com o que escrevo, tocam e mexem com os corações das pessoas. É bom saber que algumas pessoas se identificam com as minhas histórias. De tantos elogios que recebi nesse dia, fui dormir lisonjeado, feliz e de bem comigo mesmo. Parecia que foi uma tarefa feita com sucesso. É bom quando você faz algo de coração, e as pessoas gostam. É bom ver e sentir que aquilo que a gente faz por vontade própria, mais pra frente, vem a recompensa. O agradecimento. A vontade de fazer mais e mais.
É isso. Adoro todas as pessoas que me acompanham por aqui, pelo facebook e pelo twitter. Há pessoas que eu vejo que não é de agora, é de antigamente. Desde o tempo que eu não tinha Blog e facebook… E que só pelo twitter, retratava minha vida em 140 caracteres. E que até hoje vejo elas mandando mensagens e elogiando os textos. E também, as pessoas novas que aparecem na minha página no facebook, que ao visitar, já deixam uma mensagem. Fico feliz demais quando acontece isso. E eu sou assim, bem simples. Se me conhece por aqui e me encontrar por ai, não custa nada dar um oi, parar para bater um papo. Tenho um bom coração, por ter certeza que irá ser bem recebida (o).
Enfim, e para me conhecer melhor e o meu melhor. Só em meus textos. Lá está todos os meus segredos, a minha sinceridade, o meu romantismo e o que eu sou de verdade.
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Meu Penúltimo Amor


De vez em quando, quase sempre, eu chegava em uma fase da minha vida, em que começava a pensar para mim mesmo, em até quando, ou quando e onde iria encontrar um verdadeiro amor. Sei que não é assim que as coisas acontecem, e que a gente tem que ter total paciência para isso. Mas eu imaginava muitas coisas para mim mesmo. Ficava horas pensando de como seria uma vida de casado. De como seria uma vida com uma mulher ao lado. Mais pra frente, ter os nossos filhos. Poder viajar para todo canto do país. Tirar um fim de domingo para ir ao parque com os filhos. Fazer uma festa em família na varanda de casa. Reunir toda a galera para um almoço, um churrasco. Presentear a minha mulher de todas as formas. Sempre tirando um sorriso sincero. Acordar dando beijinhos. Dormir dando abraço. Assim, essas coisas simples.
E toda vez que eu começava a gostar de alguém, eu já imaginava todas essas coisas. Era loucura. E criava para mim mesmo, uma grande ilusão, que na verdade, nunca iria acontecer com aquela pessoa. Por que toda vez que começava a criar esses tipos de coisas em minha mente, dava errado. Sempre soube que criar expectativas para si mesmo, lá pra frente, daria errado. E pensava tudo isso de teimoso. Sou teimoso demais. E dessa vez, deu. Mas isso a gente não tem como controlar. É totalmente automático. Aparece uma pessoa com um sorriso encantador, uma conversa boa, um olhar bonito, um abraço apertado, um jeito de ser, que nos encanta. E a gente fica completamente fora de si, começando a imaginar coisas para nós, que na realidade, nós, nem sabemos se irá acontecer. E a gente fica vivendo aquilo. Fica vivendo só para a pessoa. Desejando só a pessoa. Querendo só a pessoa. Esquecendo de alguns amigos, não quer saber mais de sair. Abre mão de muitas coisas que a gente gostava de fazer, por causa da pessoa. Mas aí é que vem a realidade, e quando você pensa que tudo está numa boa, algo acaba desabrochando. E esse ”algo” acaba sendo tudo que resta em nós. E o nosso mundo se despedaça. É como se a gente pegasse um pedaço de pedra de barro e começasse a esfregar em nossas mãos. Só vai cair os farelos, os restos, de pouquinho em pouquinho. E quando você olha para suas mãos, já não tem mais nada. Por que já caiu tudo no chão, e sobraram os restos, os farelos. E isso acontece, quando a pessoa que a gente tanto gosta, parti da nossa vida. Vai embora. Sem dizer nada. Pega e vai. Faz as malas, e pega o primeiro vôo e some. E a gente fica ali, desorientado. Perdido. Fazendo de tudo para que as coisas voltem ao normal. Mas nunca mais irá voltar. Porque, quando a gente tem uma pessoa ao lado que nos fazem bem, e que nós fazemos bem à essa pessoa. Ela não se vai, e a gente nunca pensa em ir. E os pensamentos são de, ficar ali, sempre juntos. Grudados com o coração.
Mas esses últimos dias foram tudo diferente. Eu até pensei em ir, em sumir, em desaparecer. Por que já não aguentava mais aquilo. Éramos muitos diferentes. E eu não me sentia bem ao lado. E pensava sempre: Não. Eu tenho que me adaptar. Eu tenho que me acostumar com isso. É algo novo, é algo que pode render. Mas tentei de todas as formas possíveis, tentei e tentei. Vivo tentando. Mas não deu. Você sabe, quando não é pra ser, não vai ser. Nem aqui, nem na China. Quando a gente quer, a gente sempre dá um jeito. Mas quando a gente não quer mais, não tem quem faz a gente querer. Um amigo faz de tudo, a Mãe implora para voltar ao normal. Mas quem manda é o coração. E quando ele não quer, sem chance. É fim. É ter que seguir outro rumo na vida. Um dia ou outro, a gente pode acordar já decidido. Já desgostado daquilo que vivia com a pessoa. Não sei se acontece só comigo, mas enjoo e perco o gosto rápido das coisas. Hoje eu quero, amanhã já quero mais. Um dia quero estar ali com a pessoa, numa boa. Numa praça, ou pegar um cinema, ou assistir um filme juntinho dela. Outro dia, quero ficar só. Observando o jardim, curtindo um vento no rosto, pensando na vida, no coração. Tal dia, quero meus amigos. Ir numa festa, pegar uma praia, escutar uma boa música, beber um porre danado até começar a ficar simpático e falar besteira e tudo que vem em mente. E não dava para dividir todas essas coisas. Estava preso em algo que não era o que eu queria. Sempre fui solto, e sempre quis ter minha total liberdade de cometer os meus crimes. Acho que nasci no tempo errado. Ou esse tempo seja totalmente errado para me prender.
E nesses dias, tinha sido só ela. Tinha. E é ruim quando você quer tanto uma pessoa ao lado, e essa pessoa te deixa. Tudo começa a ficar complicado. Dá uma lerdeza de encarar os dias seguintes. Dá um desânimo de poder caminhar sozinho. Dá um vazio dentro da gente. Tudo é diferente quando a gente perde um colo, um abraço, uma mão que nos segurava. Mas nós sabemos que não podemos nos abalar à isso. Sempre soube que não adianta a gente ficar remando contra a maré. Entrar em desespero. Ficar dando murro em ponta de faca. Se não deu certo, bola pra frente. Se deu certo e está dando certo, abraça, cuida e valorize. Para não perder.
E por incrível que pareça, dessa vez foi tudo ao contrário. Me perdi dela, e ao me perder dela, me perdi dentro de mim mesmo. Dentro do meu próprio ser. Dentro do meu próprio Eu. E já não me encontrava mais. Às vezes ia de encontro comigo mesmo, a roupa preferida, o cabelo raspado, a barba feita, o sorriso simples, o olhar escuro e o coração em desespero. Mas não me achava. Tinha um vazio. E notei que estava faltando algo. Mas sei que para o nosso bem, tinha que ser assim. E tentava de todas as formas achar um modo de poder me distrair e parar de pensar naquilo. E ligava para amigas, e saia para o shopping, e caminhava na praça da cidade, e jogava um futebol no parque com os amigos, e curtia as festas que tinham no bairro próximo de casa. E aproveitava o que tinha que aproveitar.
E chegou um dia que eu estava curado. Já não sentia mais nada. Tinha até esquecido de tudo. O coração estava calmo. Os olhos bonitos. O corpo e a alma leve. Dificilmente passava pela minha cabeça uma vaga lembrança de um aperto de mão, do cheiro do perfume dela. Mas só passava. E percebi que neste dia, acordei curado e limpo. De coração alegre. De sorriso nos olhos. E fui viver minha vida. Fui viver o que tinha para viver. Fui viver o que Eu era. Fui ao encontro de mim novamente, e desta vez consegui me enxergar. Profundamente. E enxergar o meu próprio Eu. E estava lindo. O sorriso era o mesmo, a vontade de enfrentar os dias era enorme. Sem nenhum sentimento ruim guardado dentro de mim. E só tinha coisa boa.
Acordava nestes dias até mais cedo. Preparava aquele café da manhã bem reforçado. Me vestia com a roupa mais leve que tinha. Andava por aí, nas ruas do bairro com um fone de ouvido, ouvindo o álbum do artista preferido. E a gente sabe quando há felicidade dentro de nós. Quando, automaticamente, a gente começa a cantar sozinho. E do nada percebemos, e já logo pensamos que estamos ficando loucos. Mas não é loucura não. É tudo felicidade. E nestes dias, que tanto demorou, acordei assim: Felicíssimo. E de bem comigo mesmo. Sempre.
E hoje digo que foi bom e sei que restará, lá pra frente, num dia qualquer, boas lembranças. Sem nenhum sentimento ruim. Sem nenhum receio. E vai dar saudade. Sempre. E vai ser uma saudade mansa, daquelas que a gente solta um sorriso satisfeito e já logo pensa: Pô, valeu à pena. E com o pensamento de que ainda posso ser feliz. E que ainda posso fazer uma mulher feliz. Só que amei e fui amado em um momento errado. E hoje escrevo do meu penúltimo amor. Por que o último ainda está por vir. E esse último vai virar o primeiro. Que se vier, torço para vir com vontade própria, com fome de amor e com desejo de carinho. E hoje, novamente de coração limpo e curado, doido para amar verdadeiramente. E à espera de quem fazer por merecer. Fico por aqui, abraço leitores.
Wagner Aramian
Sentadovendo

O amor que me espere


Já se passaram muitos anos e cá estou. Desinteressado, miúdo e turvo. O sorriso continua o mesmo de sempre. O coração, pulsando cada vez mais forte. A saudade, mansa e tranquila. A vontade de viver, enorme. Mas sei que, dentro do meu ser e do meu coração, ainda falta algo. Algo que há anos não pude ter. Até hoje me pergunto: Porque sempre deu errado?

Talvez esteja falando que falta uma namorada. Uma companheira para seguir os dias. Um amor tranquilo de primavera. Um amor quente em dias de chuva. Uma paixão que vale à pena. Há tempos que não sei o que é abraçar apertado. Há tempos que não sei o que é um beijo demorado. Há tempos que não vejo alguém que vale realmente à pena tentar todos esses tipos de coisas que a gente chama de paixão. De romance. De dar flores. De acordar ao lado. De dormir apertado. De planejar o futuro. De rir juntos até a barriga doer. De fazer feliz. De contar para os amigos. De assistir um filme em um dia frio. De caminhar na praça. De amar tanto, à ponto de não querer mais ninguém, além dessa pessoa. De ligar na madrugada, só pra falar que tá com saudade. De cuidar. De proteger. De fazer amor em um domingo cinzento de frio. De assistir filmes de terror, apertados, protegendo do medo.

Mas sei que nessa vida, tudo tem a sua hora exata. E que não adianta a gente ficar empurrando com a barriga. E nem ficar dando murro em ponta de faca. O que não é pra ser, não vai ser. Deus, tem o melhor para nós. Guardado. Um dia, quem sabe, a gente acha. Admiro as pessoas que por estar na carência, não entrega o coração ao desconhecido. Admiro também, pessoas que espera o momento certo. Por que, coração não é panfleto de rua para entregar ao primeiro que passar. O coração escolhe um outro coração. Saiba cuidá-lo do seu e d’outro, para ambos, terem uma boa sintonia. Uma boa ligação. E mais pra frente, os dois se unirem e começarem a baterem em um só.

Mas não me desespero. Quem sabe ano que vem, ou, semana que vem, apareça a pessoa que eu mais preciso. Tudo isso, dependendo de como vai estar o meu coração. Ou a vontade desta mulher.  E qual será o seu interesse. Será para sempre ou só coisa do momento? Não sei. Enquanto todas essas coisas não acontecem, eu sigo o meu ciclo de vida. Vou seguindo os meus dias, evoluindo-me, tornando-me um Homem melhor. Tentando, de qualquer forma, fazer com que as minhas qualidades exageradas e os meus defeitos obscuros, entram em perfeita harmonia. Tudo isso para que o dia que essa Mulher aparecer, eu possa amá-la, valorizá-la, do jeito que ela sempre mereceu, da forma que ela sempre buscou em um Homem, cujo não deu valor. E óbvio, fazer os meus dias, o sorriso dela. Então guardo todo o meu amor por dentro. Lá no fundo. É precioso. Pensar no amor que tenho faz com que eu tenha vontade de cuidar de mim mesmo, então é bom. Então eu cuido e preservo. Pois quero alguém para sempre, não para de vez em quando. E assim eu sigo: Felicíssimo. De pernas e ombro dolorido, mas o coração… Ah, o coração tranqüilo.

Caminhando sozinho

É Tudo no Tempo de Deus


Acordei assim, decidido! Sabe quando você levanta da cama e já logo pensa: Chega! E começa a fazer perguntas para si mesmo do tipo: Pra quer ficar perdendo tempo com algo que não vai pra frente? Pra que ficar alimentando esse coração de ilusão? Pra quê? Eu sempre soube que, quando um não quer, dois não fazem. Ficar insistindo por um abraço, por um carinho e implorando pra pessoa ficar, é perca de tempo meu bem. Se ela te quer de verdade, ela fica, sem cobrança. Por livre e espontânea vontade. A gente precisa, de qualquer forma, jogar no ventilador algumas situações, para que elas se definam, negativa ou positivamente. Mas que tenham uma só posição. A nossa vida não vai depender só daquela pessoa. A gente tem que por na cabeça, que pra ser feliz, precisamos, primeiramente, nos amar. Amor próprio é o que falta hoje em dia. Já experimentou amar? Amar de um jeito certo, de um jeito verdadeiro, de um jeito simples. Amar é tão bom. Mas muitas pessoas tem um medo danado disso. Amar não dói menina. Amar é sorrir. Amar é ser feliz. Já que não está pronta para amar alguém, ame a vida. Ame o seu sorriso, ame o seu abraço, ame o seu coração. Amor próprio, é tudo. Muitas pessoas se desesperam para amar. Pois encontra uma pessoa qualquer hoje e já se entrega de bandeja. De corpo e alma. Mal sabe que está caindo numa cilada, ou então, até mesmo, numa boa. Por que, quando é pra ser verdadeiro, a gente percebe. Não haverá lugar para onde correr, para pular, para fugir. Por que, quando o coração quer, quando o coração fala mais alto. Já elvis. É buuuum. É flecha atirada, pois não volta mais. Se for bom, agradeça. Se for ruim, agradeça também, como experiência. O bom é quando Ele faz as escolhas certas. O amor, quando tem de acontecer, sabe nos encontrar. E quando tudo se encontra, é lindo. Nós percebemos quando será verdadeiro, apenas por um beijo. Um abraço. Um olhar. Há olhares sinceros, há abraços fortes, há beijos molhados, que nos encantam. E no outro dia, a gente acorda sorrindo e com vontade de repetir tudo aquilo novamente. Mas para concluir, nada na vida é eterno. Tudo, um dia, chega ao fim. Coisas boas ou coisas ruins, tem o dia certo de acabar. Tem namoros que são perfeitos pelo fato de não ter sido eterno… pois ficaram as boas lembranças, os sorrisos compartilhados, a saudade intensa… não da pessoa, mas de uma felicidade que se teve no momento. As pessoas passam por nossas vidas, e isso é lindo. Algumas deixam marcas, outras, passam despercebida. Algumas deixam aquela vontade de viver tudo aquilo de novo, outras, nem o número deixa. Despedidas fazem parte de reencontros, recomeços, novos amores, novos momentos… pessoas são passageiras, e mesmo que durem uma vida, um dia chegaram, um dia preencheram um espaço vazio que outra deixou. E no meio de tanta gente que não presta, sempre aparece alguém que vale à pena. Mas hoje eu acordei querendo abrir um zíper nas costas e sair de dentro de mim mesmo. Porque, dentro de mim, não era um bom lugar para estar. Sabia que esse dia iria chegar, e que tudo aquilo que eu sentia no momento, era só no momento e que não ia sentir mais. Sempre soube disso. E digo sempre: Se tudo aquilo que você sonhava com a pessoa não deu certo garota, relaxa. Não se desespere, não se mate por dentro e nem corte os pulsos. Recomece. Aprenda a não criar expectativas onde não tem nada, não adiante os passos. As coisas só dão certo para quem curte o momento. Porque os momentos são únicos. Há momentos magníficos e são raríssimos, saiba aproveita-los. Se o sonho que sonhava virou pesadelo, acorde, e sonhe tudo de novo, sonhe tudo outra vez, mas com outra pessoa. E sei que haverá muitas e outras oportunidades de ser feliz ao lado de alguém. E se acontecer de novo, prometo em dizer sempre na manhã de domingo: Não se vá meu amor! Pare, pense e fique. Quem sabe um dia qualquer, por descuido ou poesia você goste de ficar.
Wagner Aramian.

Silêncio Feliz


Fim de tarde, já não havia mais por do sol, já estava anoitecendo. Aquele tempo fechado e eu prevendo sinal de chuva. Ia seguindo em frente, sem rumo, como se não tivesse destino para onde ir nem a onde chegar. Escureceu, o tempo fechou-se para dentro de si. Chovia. Eu estava bem acompanhado; de chuva, de árvores, de pássaros e Deus. Era um dia cinza, um dia banal. Lá estava eu, indo por dentro da chuva, caminhando-me felizmente. Não importava-me as roupas, a camisa nova, ou o shorts novo, nem a sandália nova, nem o resfriado depois. Eu queria sentir cada gota entrando-me por dentro e me limpando, e cada uma dessas gotas de garoa fina ia misturando-se às minhas lágrimas que caiam sobre o meu pranto contido desde quando comecei a caminhar. Porque aquele dia, naquela tarde cinzenta, aquela chuva significava todos os choros que nunca conseguiria chorar em vida.

 

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Wagner.

 

Permitir


Era sexta à noite. Fim de tarde. Entrei no quarto, abri a gaveta do criado mudo, peguei um livro. E dentro do livro estava uma carta que ganhei alguns anos atrás, e justamente com uma flor, que nem cheiro tinha mais, mas estava carregada de lembranças. De bons momentos. E de saudade. Peguei a carta e comecei à ler, não sei porque mas deu vontade de ler novamente. De me machucar um pouquinho. De lembrar um pouquinho do que se foi. Após ler, eu não me senti ali. Estava vagando em outro Eu. No qual, eu nem sabia que existia. E tudo que eu mais queria era sair dali. E não me afogar mais nessa onda paranoica que, naquele momento, era os motivos dos meus pensamentos. Estava completamente fora de mim à procura de o meu Eu. Coisa difícil de acontecer nesses dias. Final de semana, tão guardado para nós, sempre esperamos coisas boas para se fazer em uma sexta ou em um sábado. Sexta, sair para beber. Pegar uma praia. Andar descalço pelo quarteirão. Sábado, reunir os amigos na praça, estar com pessoas verdadeiras, escutar uma boa música, falar besteiras, rir até a barriga doer. E eu, todo patético, choramingando pelo passado. Querendo relembrar de coisas que se foram e não voltam mais. Agora deu, Eu que nunca fui de choramingar amores perdidos, estava ali, desencontrado num mundo que não era o meu mundo. Completamente desorientado e mastigando aquela desorientação sozinho. É pá fudê. Vocês sabem, não é bom sofrer. Por nada, nem ninguém. Melhor sair para um barzinho, ir numa baladinha da cidade, ouvir uma boa música, pegar umas pessoas por aí. Forçar um sorriso no rosto, dizer que tá tudo uma beleza. Sofrer não. Sofrer é pra quem pode. Mesmo não podendo, a gente sofre. A gente pensa que nunca mais vai sofrer. E que nunca mais vamos amar. E que nunca mais vamos dar amor. Mas amor não acaba não garota. O amor fica lá guardado numa gaveta esperando para ser usado de novo. Ser sentido de novo. As vezes usamos, outras vezes doamos para os mais necessitados. Sofremos por quem não merece e fazemos sofrer que não merece. Pessoas mais difíceis de serem amadas são as que mais precisam de amor. Muitas pessoas não compreendem isso, sem compreensão, não há amor. É assim a vida. Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas desejadas. Eu não sei, não tenho certeza. Não sei se foi Deus, ou quem foi. Mas quero mandar um abraço para aquele que inventou o Amor. Nós vamos crescendo, amadurecendo, perdendo os gostos pelas coisas. Acho que crescer é um pouco disso, ir dizendo Adeus para as coisas velhas. Olha, por enquanto não posso dar nome a nada. Mas gosto disso, gosto dos sentidos sem sentidos, aliás, não é preciso compreender ainda, deixa sentir. Estou descomplicando. Estou apenas me permitindo! Apenas.

 

 

 Quem perdeu foi você, não eu


Se eu coloquei um fim nisso tudo, foi porque você quis. Se eu dei um basta, foi porque você deu motivos. Você sabe: empurrar com a barriga não dá. Viver mais ou menos dentro de uma relação não cola. Isso é perca de tempo. Estou com a minha consciência limpa, pois sei que eu fiz a minha parte. Respeito e amor eu te dei, pena que você não soube abraçar. Agora você deve ta aí pensando milhares de coisas sobre a minha pessoa. Me julgando sem saber, me xingando sem pensar. Mas relaxa, cara; eu não vou ficar com nenhum amigo seu, jamais, eu te respeito. E nem sair dormindo com qualquer um por aí, tá louco, eu sei o meu valor. Não vou ficar com outra pessoa de propósito só pra te provocar, para! Isso é coisa de menininha mal comida. Se me der vontade eu fico sim, mas não para lhe causar ciúmes. Talvez – mais pra frente – quando você tiver mais maturidade e um bom senso de vida, vai pensar e tirar uma simples decisão: ”ela estava certa” Ou ”aprendi isso com ela”. E com certeza irá lembrar dos bons momentos e das coisas boas que eu fiz de coração só para querer o seu bem

Fica comigo também


”Saudade de você”. Foi o que ela me disse ontem à noite. Mas foi só isso e ponto. Nem perguntou se eu tava bem e nem o que eu tinha feito no final de semana. Só deixou um ”saudade de você” e sumiu. Porque ela sempre fez assim; deixa saudade e some. Não foi um saudade de quem tá com saudade. Foi só um saudade para me manter preso à ela. Mas não é assim que funciona. Quem realmente sente saudade, não é de ficar falando muito, quem sente falta e vontade de ficar perto, nem sequer deixa a saudade nascer. Mas mesmo sabendo que todos esses ”saudade de você” foram ditos por dizer, os meus ”fica com Deus” foi querendo dizer, em sinceras palavras; ― fica comigo também.

 

 

Deus não move uma palha


Há pessoas tão indecisas que  preferem não  decidir nada. Elas em geral querem  que alguém faça escolhas e tome decisões  em seu lugar. Você conhece alguém assim?

Existem até cristãos que gostaria que Deus decidisse tudo por eles. Não querem ser responsabilizados por nada. Gente assim achar que, se Deus quisesse que algo desse certo em sua vida, interviria e faria tudo em seu lugar, mão levando em conta sua capacidade e seu   livre – arbítrio. Quanto engano! Deus não move uma palha em relação a coisas que nos compete. No entanto, Ele move o mundo para realizar aquilo que não somos capazes de fazer.

Tenha muito cuidado para não fazer escolhas por ninguém, nem mesmo pelos seus filhos! Essa é uma situação muito complicada, pois, se a decisão fracassar, você será responsabilizado pelo fracasso e pela infelicidade do outro.

Freud tinha razão, pois quase sempre o ser humano quer transferir o seu problema para o outro; quer jogar “bomba” dele para outra pessoa. E, estão, quando as coisas vão mal, não assume a responsabilidade pelo fracasso e culpa aquele que decidiu por ele, que tomou alguma atitude.

Muita vezes as pessoas  erram exatamente porque agiram de acordo com a decisão de outrem que achavam que aquela seria a melhor escolha. É por isso que nós devemos fazer nossas próprias escolhas e ensinar nossos filhos  a fazerem as deles á medida que vão crescendo e amadurecendo.

Quando nossos filhos são criança, tomamos  as decisões por eles. Mas, quando chegam á fase adulta, as decisões relativas á sua própria vida, competem somente a eles, seja na área profissional, emocional ou espiritual. Pending

 

  • outro(s)texto)s) com o(s) mesmo tema, na próxima semana.

Meu passado me fez crescer


Tenho aprendido muito com a vida, com a dor e com o passado. O coração de tanto se doar e me doer, tem me ensinado um bocado de coisa durante toda essa minha vivência.
Ontem, na beira da cama, de papo comigo mesmo, com o meu eu mais íntimo, tive a certeza que as pessoas não somem da nossa vida por acaso. Tudo, querendo ou não, tem um propósito e, na maioria das vezes, nada é do jeito que a gente quer.
Aprendi a não acreditar em tudo. Aprendi a não esperar nada de ninguém. Aprendi a reclamar menos; agradecer mais. O coração, de tão bom que é, me ensinou a não confiar em quaisquer palavras em vão ditas da boca para fora. De um tempo pra cá tenho crescido muito interiormente que não é qualquer coisa que pode me desmoronar por dentro.
Daí você me questiona:
”Mas como é que você sabe que são ditas da boca pra fora, Wagner”
Não tem segredo. Tá na cara. No olhar. Nos gestos. Nas atitudes do outro. Uma pessoa não vai falar que tá morrendo de saudade e que quer te ver. Ela vai chegar apertando sua campainha sem te avisar só afirmando com os olhos que cansou de esperar. Ela não vai dizer que tá trabalhando muito, que tá estudando demais ou que não tem tempo e dinheiro. Ela vai reservar uma horinha pra te ver, vai dar um pulo, uma cambalhota, um mortal, mas vai estar contigo. Tudo na vida é questão de prioridade. Eu, por exemplo, quando estou afim de alguém, faço de tudo: compro as passagens, faço as malas, arrumo o coração e vou. Não tem desculpa. Não tem migué. Ou é, ou não é. Uma pessoa quando quer, vai e faz. Outra pessoa que não quer, espera, espera e espera, e sempre deixa de fazer e no fim acaba virando saudade, saudade, e só.
O coração me ensinou também que não se pode resolver coisas que é por conta do tempo. Às vezes o tempo apaga; acende, apaga; acende, mas é tudo por conta dele. Não é preciso ter pressa. Nem nos precipitar. Tem coisas que devemos deixar o tempo resolver. Só ele irá dizer se é bom ou ruim para nós.
Ontem à noite, sentado na beira da minha cama e, entrando em contato comigo mesmo, pude ter a certeza que para um relacionamento dar certo, ambos precisam ter uma boa sintonia em coração e em maturidade, porque orgulho e egoísmo não traz ninguém de volta. Só afasta.
Tudo de Wagner.

Você é forte demais, moça


Eu sei que ontem você foi dormir aos prantos e, antes de pegar no sono, pediu para que Deus te ouvisse por um minuto. Sei que não tá nada fácil e, mesmo você passando por isso tudo, nada te faz desanimar, cansar, desistir. Você é forte demais, moça. Já encarou tantas coisas ruins na vida usando o coração, as verdades, a sinceridade e todo o seu amor, que vai ser moleza passar por cima disso tudo de novo deixando para trás esses dias ruins, essas pessoas falsas, esses pesos desnecessários. Seja um pouco mais forte. Seja mais do que você já é. Use o coração, a mente, o sorriso, a lealdade, o otimismo, e tudo que for de bom para encarar os próximos dias você precisará usar. Tem tantas pessoas querendo o seu bem, então sorria para eles. Tem o seu filho que precisa de você, tem o seu pai e sua mãe que quer te ver bem, tem o seu amigo e a sua amiga que quer te ver feliz, tem um bocado de gente com a alma boa que precisa de você. Não desanime. Não se abale e nem se perca por qualquer outra coisa ou pessoa. Deus não desaponta quem vive a vida de verdade. É tudo, mas tudo mesmo, no tempo Dele. Acredite. Deus tem dias melhores guardado para você. Espere, mas não deixe de viver, de amar, de sorrir.

Tudo de Wagner.

 

 

Cara, o seu tempo acabou


Até ele notou a minha mudança nesses últimos dias. E mudei mesmo. Não porque eu quis, mas porque deveria mudar. Simplesmente aconteceu. Parei de ser aquela garota que mandava indiretas e enchia o celular dele de mensagens. Parei de me importar com quem não liga para a minha importância. Parei mesmo. E ele sabia que algo tinha acontecido e não demorou muito para aparecer lá no portão de casa com aquela cara de sínico dizendo um monte de coisas bonitas, fazendo juras de amor como se nada tivesse acontecido, sendo que, naquele momento, tudo que ele falava, já não acrescentava em mais nada. Chegou com aquela cara de pau como se tudo estivesse bem. E tava. Estava muito bem pra mim e pro meu coração. Caiu a minha ficha e naquele dia eu tinha acordado pra vida que o lugar que ele tava ocupando aqui dentro era enorme e que eu precisava, urgente, fazer uma limpeza e mandar tudo aquilo que eu sentia e que não era recíproco, embora. Sim, pra bem longe. E mandei, amiga. Joguei fora tudo aquilo que não me servia mais e passei a ocupar o vazio – dele – só de coisas boas. E foi aí que olhei para aqueles olhos brilhando de arrependimento como se tivesse perdido uma grande Mulher. E tinha, viu? Perdeu mesmo. E cá entre nós, sem querer ser a má da história e querer discutir com ele, amiga, eu apenas disse balançando a cabeça negativamente:” ― Cara, o seu tempo acabou!” E fui. Fui viver.

É esse seu jeito de sorrir que me faz feliz.


Tem aquele sorriso bom, bonito e charmoso. Tem o sincero, simples e atraente. Tem aquele outro bem feliz, bobo e gostoso, mas tem aquele que sabe como derreter a gente. E para explicar o seu riso eu nunca consigo. É só você chegar pertinho de mim e sorrir, que eu já perco o juízo. Fico pra lá e pra cá pensando comigo: ”Meu Deus, que mulher. É isso que acaba comigo!”

Entre tantos sorrisos por aí, existe o seu. Mas se você está feliz comigo, e quem desperta esse sorriso bonito sou eu, não dá pra saber se ele é só seu, porque se eu te faço sorrir, só posso te afirmar que ele é todo meu. E eu sou o dono disso tudo. Você pode ter sido triste anos atrás, mas agora, vejo sua felicidade nesse sorriso do tamanho do mundo. E é isso que me deixa mais feliz e seguro, porque sei que comigo, você nunca vai andar pra trás, a gente vai caminhar pra frente e junto. Com você não dá pra pensar no passado, ao seu lado eu só vejo o futuro. Pode até ser clichê, mas quando perguntam de você eu respondo: ― Essa mulher é o meu porto seguro.

Não tem como negar. Eu sou apaixonado pelo seu sorriso. Parece que quando você ri, está querendo dizer: ”― Vem ser feliz comigo!” E eu vou, sem me preocupar se vamos voar ou cair num abismo. Podemos ir para qualquer lugar no mundo, o importante é estar contigo. Se você querer, já compro nossas passagens para o infinito. Ao seu lado vou para onde você quiser; pra China, Europa ou Estados Unidos. Não perca tempo, aproveita e vem sorrir comigo. Amor, óh, me escuta: Acho que o amor é isso: Fazer de um homem durão… ficar todo derretido pelo seu sorriso.

 

Wagner Aramian

Um Dia de Saudade


Em um fim de tarde de um domingo escuro a saudade chegou. Assim, do nada. Sem bater na porta. Sem pedir licença e invadindo-me por inteiro. Não teve como evitar. Essas paradas de sentimentos não tem como evitar. Por mais que a gente tente, por mais que a gente diga para nós mesmo, a saudade vai estar presente de qualquer jeito. Em todos os momentos haverá uma saudade de algo. Uma saudade disso. Uma saudade daquilo. Sentimentos são assim, eles invadem, dominam a gente de uma forma tão insuspeitável, que por mais que a gente tente, não conseguimos controlar. E nessa tarde cinzenta quebrando de tão clara, e um domingo não tão aproveitado, bateu a bendita saudade. Mas era uma saudade triste. Fazia tempo que não sentia uma saudade assim. Nestes dias só estava sentindo aquela saudade feliz. Uma saudade de algo que a gente lembra e automaticamente solta aquele sorriso de que valeu à pena. Uma lembrança boa que fica dentro de nós. Sabe? Mas hoje foi tudo ao contrário. Bateu aquela saudade triste de lembrar coisas desnecessárias. Uma saudade de algo que doeu em mim.

Dentro do ônibus, voltando pra casa. Ao decorrer do caminho, como de costume, pegava meu livro em mãos e começava ler até chegar em casa. E sempre quando iniciava a leitura, sentia uma sensação tranquila em cada parágrafo, em cada história e todas essas histórias me passavam uma tranquilidade, uma calma no coração, um alívio na alma. Me sentia em outro mundo. Em um mundo que só lá, eu me entenderia. E ler é isso, aprofundar-se dentro de si próprio. Ler é, se ler. Mas neste dia não queria isso. Deu uma preguiça de pegar o livro dentro da bolsa, por puro cansaço mesmo de um domingo acabado. Decidi por um fone de ouvido e ouvir as minhas músicas. Escutar música alivia a alma. Passa um ar de tranquilidade.

Com aquele ônibus lotado, eu sentado no canto da janela, observando o mundo lá fora. Desfrutando aquela natureza linda. Os pássaros voando em coletivo. As pombas em cima dos postes. Um carro passando em alta velocidade com um som no máximo. Um casal sentado na calçada de frente de casa. Uma pessoa gritando. Um parque do outro lado da rua com um monte de crianças vivendo dentro da felicidade. Familiares se divertindo em um restinho de domingo. E eu lá, patético, calado, só observando.

Dei play naquela música preferida. E comecei a me lembrar de tudo. De tudo que se foi. De tudo que já foi ”tudo” e que hoje só restou lembranças.  Mas até o dia seguinte, me transformei na própria esperança da nostalgia: eu não vivia, eu nadava calmamente num mar de saudade. E pensava comigo mesmo, o que aconteceu naquela época, poderia ser tudo diferente. Tudo. Mas a gente não consegue mudar o nosso destino. Se aconteceu assim, é porque teve que ser assim. Se está sendo assim, devemos respeitar.

E tentava desviar-me de todos esses pensamentos que chegavam na hora errada. Tentava, de qualquer forma, manter a cabeça em outro lugar. Mas não dá, e, rapidamente lembrava. Lembrava dos fins de noites juntos. Dos telefonemas. Da briga em que fazíamos para desligar o telefone. De quem mandava a mensagem por último. De quem mandava a mensagem primeiro. De quem era o primeiro a cobrar um abraço e um beijo do outro. Lembrava-me do começo de tudo, a saudade era demais. A vontade um do outro era imensa. O coração era fraco, e não resistia. Chegávamos a um ponto de amor paranoico que não podiamos mais guardar um pensamento: um telefonava para ao outro, marcando um encontro imediato. E não tinha desculpas. E não tinha nada que nos atrapalhasse. A gente fazia de tudo e sempre dava um jeito de se ver. Eu pensava para mim mesmo: Olha que loucura, nunca fui assim. Nunca me preocupei tanto. Nunca liguei tanto. Nunca implorei tanto para ver alguém. Nunca desmarquei festas com amigos, só para vê-la. Deixava os amigos depois do futebol, só para ficar sentada com ela no portão da sua casa. Saia do colégio de noite e imediantamente ia correndo para os braços dela. E os dias iam passando, essa rotina era boa de sentir. De estar. Quando fui notar, já era amor.

Fiz como pude e como não pude. De todos os jeitos fui levando, algumas vezes amor próprio me faltou, mas eu só queria o seu amor. O seu amor. Certo? Por inúmeras vezes te amava mais do que tudo. Do que tudo mesmo. E pergunto: E você? Fui aceitando todas as suas verdades e anulando as minhas. Fiquei quieto, calado. Fui aceitando e compreendendo tudo contigo. E você meu amor? O quê você fez? Fez porra nenhuma. Jogou-me para o alto. Jogou nosso amorzinho para o alto. E partiu. Sumiu. Deixando comigo, aquela saudade, aquele aperto no coração.

E digo sempre: Esse papo de que a pessoa só dá valor quando perde não é verdade. Na minha opinião, cada um sabe exatamente o que tem ao seu lado. O problema é que ninguém acredita que um dia vá perder. Que um dia aquela pessoa vá partir, assim, do nada. Mas a vida é isso. É um vai e volta. Se Deus tirou, agradeça. Sinal que ai vem coisa melhor.

Eu sei. Vocês sabem. Para um casal se dar bem, ambos tem que ter uma boa sintonia. Se um não quer, não cobre. Dar amor e não receber nada em troca é perca de tempo meu bem. Não adianta insistir em algo que não dá certo. Não adianta fazer a outra pessoa ficar ao seu lado por impulso. Por promessas. Não adianta carregar a pessoa nas costas. Puxar pelos braços. Insistir pra pessoa ficar. Não adianta também, dar uma carona com o coração. O outro tem que estar afim, com fome de amor e carinho, e por vontade própria, querer ir. E permanecer. Ficar. Viver ao seu lado.

E foi isso que sobrou de mim de um domingo morto. De um domingo acabado. Aquele gosto de vodka na boca, a ressaca torturando, o cansaço da rotina do dia-a-dia e a aquela saudade de sempre. Queria apenas falar de um domingo destruído, de uma saudade triste. E disse todas essas coisas, que acabou sobrando para vocês.

Somente Ela


Lembro quando eu há vi pela primeira vez. Sem jeito, com vergonha e tímida. De repente eu há vi assim, como se não fosse ver nunca mais na minha vida. E mesmo assim seria bom não tivesse visto nunca mais, nenhum outro dia e nenhuma outra noite. Porque quando eu não queria, eu há vi outra vez. E outra. E depois mais outra. E enquanto eu há via, despertava em mim, dentro de mim aquela alegria mansa. Ela tem um jeito meiga de ser. Cara de menina mimada. Um quê de esquisitice, uma sensibilidade incrível de flor, um jeito encantado de ser e um tom de doçura. Uma doçura boa de provar que não enjoa. Se faz de difícil, mas no fundo eu sei o que ela quer. Me provoca. Joga água e sai correndo. Morre de ciumes, mas me mata de saudade. Me xinga, me belisca quando à provoco, mas no fim acaba ganhando beijinhos. Na hora H diz que sou safado e manda eu parar, mas adora. Quando recuo, volta à me provocar. Eu, como garoto levado que sou, não resisto. Ela me arranha, eu mordo. Ela me abraça, eu aperto. Ela pede pra parar, eu quero mais. Ela faz biquinho, eu beijo. Quando eu penso que não, ela quer mais. Quando ela quer mais, eu já passei do mais. Linda de tão linda. Tão mais tão perfeita. Tão per-feita. Tão feita pra mim. O sorriso dela é apaixonante. O beijo é molhado. Os arranhões são intensos. A pegada é forte. O abraço é apertado. As palavras e os olhares, são sinceros. O ciumes é chato, mas eu adoro. Às vezes eu xingo, brigo, querendo sempre estar na minha razão, depois eu volto todo bobo, pedindo desculpas. Quase sempre finjo que não me importo, mas não vivo sem. O que te dizer? que me faz falta? aquela falta absurda. Quando tudo sem você, é nada. Há dias não te vejo. Há noites que te invento nos meus próprios sonhos. Te mando mensagem no fim da noite e te ligo no início do dia. Pra dormir feliz e começar o dia bem.  Mas nada disso preenche essa tal saudade. E no outro dia começa tudo de novo. Eu desejando que você venha de novo, mas nunca vem. E a saudade aperta. A vontade de você aumenta. O coração grita. E hoje, num simples dia, te escrevo. E assim, do nada, não mais que, numa tarde quase quebrando de tão clara, ao som de Chico Buarque, você chegou na minha saudade. De novo.

 

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Aprenda


Dia desses acordava ao ponto de querer sumir. Correr pra bem longe. Sem deixar pistas. Sem deixar saudades. Só sumir. E tudo que passava em minha mente, era ir. Sem saber para onde o ”ir” iria me levar. Só tinha toda a certeza da vida, que tinha que partir. Ex-amores não resolvidos, ex-amigos indesejáveis e inimigos tinham que ficar. Andava pelas ruas do centro sem destino. Descontínuo, à procura do nada. Uma mochila vagabunda nas costas, um caderno desbotado, um lápis e uma borracha suja de tanto apagar os erros. Os erros da vida. Um livro de Clarice nas mãos. Não sei porquê, mas ler Clarice, dava vontade de viver a vida. De acreditar em mim. Falhos versos, entre empoeirados a vida termina numa página rasgada, numa página esquecida. E caminhava, caminhava não sei pra onde e à onde. Mas chega uma hora que a gente cai na real, e logo pensa, que a vida, tão boa de se viver, a gente fica por ali, parado, perdendo tempo de ser feliz ficando triste. Perdendo tempo de construir o presente lembrando do passado. Veja só, que vida linda. Às vezes a gente tem tudo em nossas mãos, só que não sabemos lidar com aquilo tudo, e acha que aquilo tudo é nada. E no fim, acaba perdendo tudo. Tanta gente sendo feliz com nada, e a gente com tudo, não sabe dá conta. Hoje, Seis e pouco da manhã, me escrevo. Feliz. E não foi que acordei me amando hoje? Pessoinha querer vir tirar meus sorrisos, eu mando pra puta que te pariu. E daqui pra frente vai ser assim. Cheio de amor próprio. Chega de dar amor e receber ódio. Chega de dar carinho e receber murros. Chega de dar beijos e receber beliscão. Chega de dar bom dia e receber um tchau. É lei, pois sempre tive aquele medo de gostar. De me envolver profundamente com alguém. Amar uma pessoa dá um medo disgramado. Um medo de perder a liberdade, de não saber mais voltar. Agora? amar, primeiramente, só se for Eu, depois alguém. Que loucura essa parada de amar. De gostar. De se dedicar e fazer de tudo para agradar alguém. Quanto esse alguém, só te pisa. Só te usa. Felizes são aqueles que escolhem as pessoas certas.  Se é que existe uma pessoa certa. Tem uma frase que leio sempre, mas desconheço o autor: ”Espere. O destino vai trazer quem você merece.” Até quando meu Deus? Mas é isso. A gente não sabe quando e nem a onde está essa pessoa. O que não podemos e nós precipitar. Porque, você sabe. Insistir em algo que nunca dá certo é como calçar um sapato que não serve mais. Machuca, causa bolhas, às vezes até sangra. Aí você percebe que o melhor é ficar descalço. Deixar totalmente livre o coração, enquanto vive. Deixar livre os pés, enquanto cresce. Porque quando a gente vai crescendo, o número muda. E o que você insistia em por, não lhe serve mais. Às vezes na vida, você tem que esquecer o que você quer, para começar a entender o que você realmente merece.

Desapegar-me


Cansei. Como que é mesmo que a gente fala? ”Um dia a gente cansa”. Cansei, ponto. Olha, eu não sou de desistir de nada e nem de ninguém no qual eu realmente preciso ou precisava. Mas você fez eu pensar diferente. Você mudou tudo. Você fez eu desistir de você. Eu nunca desisti de nada, mas hoje, talvez seja por você, eu desisto, eu desisti. Não que eu queira te esquecer assim depressa, mas eu preciso. Talvez esse desistimento seja por essa sua infantilidade ou essa friagem que há dias você vem me mostrando. Você não era assim. Você nunca agiu dessa forma, na qual me deixara assim, todo inseguro e preocupado em te perder. Mas realmente te perdi, e quando te perdi, eu me perdi. Nos primeiros dias nós éramos nós. Só nós. Ainda prometeu que seria tudo perfeito, tudo lindo. E no começou foi. Foi bom até. Passou alguns dias e mudou-se completamente isso que a gente chama de relacionamento ou pegada séria. Eu pensei que seria diferente, que seríamos um feliz com o outro. Que seríamos um par perfeito. Mas não fomos. Você não quis assim. Essa noite passada sonhei com você, foi lindo. Você sentada comigo, no campo, você sorrindo e apertando os olhos, sonhei contigo de tantos jeitos. Foi bom. Em sonhos as coisas são uma maravilha. Se eu controlasse os meus sonhos, sonharia com você todas as noites e fazia de tudo para que o sonho seja como esse: ao seu lado, sorrindo e feliz. Mesmo não tendo você do jeito que eu quero ter, eu queria só sonhar, assim, milhares de coisas com você. O mundo dos sonhos só é ruim quando a gente acorda. A realidade é dura, é foda. Olha, essa tua mudança me machucou todo. Você completamente se distanciou de mim e se perdeu no momento que eu não suspeitava e que eu mais precisava da tua companhia. Você sabe e sempre soube, que você seria a Garota. Cansei de te falar. Eu queria estar com você, do seu lado, sabendo o que passa pela sua vida, o que acontece com você. E mesmo que você não se importasse mais, eu continuaria te procurando e querendo saber de tudo. De repente me passa pela minha cabeça, que a minha presença ou a minha vontade de ter você ao lado te irrita. Então desculpa, não te irritarei mais. Chega. Vou por um ponto nisso. Ficar arrastando relacionamento moribundo é paia, é perca de tempo. Tantas pessoas interessantes querendo algo mais à sério, e eu aqui, perdendo tempo. Vê se pode? chega. Estou dando a volta por cima, vou ficar na minha, bem relax. Caso vier me procurar, quem sabe, n’outro dia, n’outro mundo ainda tenha aquele amor ou carinho que eu tinha e você não soube aproveitar e simplesmente sumiu ou se perdeu de mim deixando um vazio para que outras pessoas tomassem conta. Eu não vou te prometer nada. Eu não vou te esperar. Você partiu, você se foi e deixou um vazio. Agora aprendi, que tudo que é meu, vem com força. Se é mais ou menos não é para ser. Olha, estou por aí, para quem quiser. Agora estou numa fase de curtir e sacanear. Nada melhor em que tomar uma garrafa de Vodka ou um Whisky puro com duas pedras de gelo resolva, só para apagar essas lembranças que me faz pensar em você quando não quero pensar. Eu sou assim: Quando eu vejo que não está dando um pingo de moral ou não está me satisfazendo ou não estou sendo correspondido, eu simplesmente dou um passo para trás. É assim, nunca deixe uma pessoa tomar conta de você. Esse tomar conta é: Nunca se apaixone por ninguém, e que esse alguém tenha você nas mãos dele ou dela. Isso é terrível. A pessoa só vai te usar. É ruim paca. Mas é difícil evitar isso quando está gostando de verdade da pessoa. Mas se você ver que a pessoa, só quer você na hora que ela quer, e que está sendo completamente usada ou usado. Pô, dá um passo para trás. Um passo para trás é tudo. Ignore, não vai atrás. Não liga, chuta o balde, mete o foda-se. E veja como as coisas se tornam mais simples para você. Eu fiz isso. E agora está tudo mais doce. Tô te falando. Faça isso. Vamos nos desapegar.

 

Um beijo

 

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O amor vem sem desculpas


Amor que é amor vai nascendo aos pouquinhos. Sempre reconheço o amor dentro de um abraço demorado, no suspiro de um beijo, numa música dedicada, num carinho devagar, numa massagem nas costas, num cafuné no cabelo, num café da manhã bem cedinho, numa simplicidade de sempre dizer o sim, num ato de não ter desculpas, mentiras, falhas, na companhia pra passar o fim de semana, na coletividade para dividir a conta do cinema, do almoço, do jantar, nos convites inesperados e nos aceitos de última hora. Amor que é amor vem sem desculpas, sem preconceitos, sem mentiras. O amor quando é para ser amor, ele vem por completo e de verdade. O resto é bobagem, perdição, passa tempo.

Um beijo

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